4 aspectos essenciais para uma cirurgia plástica no nariz harmônica

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Por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

cirurgia plástica no nariz, ou rinoplastia, visa remodelar a estrutura nasal, deixando-a o mais harmônica possível em relação ao rosto. Ao mesmo tempo, o procedimento pode ser usado para corrigir desvios funcionais, melhorando a respiração do paciente.

Mas para alcançar todos esses objetivos, os cirurgiões se baseiam em 4 aspectos essenciais. Continue a leitura e entenda como eles contribuem para um resultado bonito e natural!

Por que não é possível pedir para ficar com o nariz igual ao de outra pessoa?

Antigamente, era comum as pessoas pedirem para “ficar com o nariz igual” ao de determinada personalidade. Hoje em dia, isso mudou!

Quem deseja fazer uma cirurgia plástica no nariz está mais consciente em relação aos alcances do procedimento. Os candidatos à rinoplastia entenderam que o formato ideal é aquele que favorece tanto a funcionalidade quanto a aparência.

Por isso, na hora do cirurgião esculpir o novo nariz, alguns aspectos da harmonia facial devem ser, impreterivelmente, levados em consideração. Do contrário, o resultado pode deixar a desejar, muitas vezes, implicando na necessidade de fazer uma rinoplastia revisional.

O que o médico avalia antes de fazer uma cirurgia plástica no nariz?

Para traçar o diagnóstico de cada paciente, o especialista identifica tanto distúrbios funcionais como problemas estéticos, sempre considerando o tipo de nariz. Esse é determinado com base no comprimento da columela, na projeção da ponta e na distância interalar.

Assim, nas consultas antes da cirurgia, o especialista avalia a morfologia nasal. Para isso, analisa o nariz isoladamente e, depois, verifica se está em equilíbrio com o rosto. Nesse caso, as proporções da face são tomadas como referência. Porém, como essas medidas variam conforme o caráter racial, não existe um único padrão estético.

Anatomia nasal externa

Didaticamente, pode-se dividir ao nariz em duas partes:

  • cefálica (conhecida como a raiz do nariz), que fica na parte superior da cartilagem, sendo fixa;
  • caudal (também chamada de lóbulo), que é móvel.

Já o dorso fica entre parte cefálica e a caudal. As medidas de espessura (entre 8 e 10 mm) e inclinação do dorso (ângulo nasofacial de 36º para homens e 34º para mulheres) são uma das mais importantes para esculpir o nariz.

Estudo médico individualizado

O nariz “ideal” é o nariz “ideal para cada um”. Ou seja, com um formato que respeite os padrões clássicos de antropometria, mas, ao mesmo tempo, as raízes étnicas e o gênero de cada paciente.

Na prática, o cirurgião precisa analisar as proporções da face, de modo a equilibrar a forma do nariz com os demais elementos do rosto. Para isso, há 4 aspectos essenciais:

  • ângulo nasolabial (ondulação existente da ponta do nariz ao lábio);
  • largura do nariz;
  • comprimento nasal;
  • projeção da ponta nasal (o quanto o dorso é inclinado em relação ao perfil).

Por que obedecer a certos critérios é fundamental?

Como o conceito de belo é subjetivo, o cirurgião se baseia em medidas clássicas para determinar o formato ideal para cada paciente. Assim, a antropometria aplicada à região nasal considera 3 visões do paciente:

  • de frente;
  • de perfil (abrangendo todo o crânio);
  • da parte inferior do nariz.

Ao analisar o rosto de frente é preciso considerar uma série de pontos, os quais determinam as distâncias e ângulos responsáveis pela proporção da face. São eles:

  • trichion, ponto na altura da linha do cabelo na testa (a qual é muito variável nos homens);
  • glabela, na região entre as sobrancelhas (separa a primeira da segunda parte da face);
  • nasion, situado de 4 a 6 mm abaixo da glabela (sendo ponto mais importante do perfil);
  • pronasal, local mais proeminente da ponta nasal;
  • subnasal, encontrado na junção columelo-labial;
  • maxilo-frontal, que determina a espessura da raiz nasal;
  • stomion, ponto da união dos lábios;
  • gnathion, menton ou pogonion, local mais proeminente do queixo;
  • endocanto e exocanto, situados nos cantos mais internos e externos dos olhos;
  • alare, localizado na parte mais lateral das asas (determina a largura do lóbulo nasal);
  • sublare, parte onde a base alar desaparece (na pele do lábio superior);
  • curvatura Alar (AC), que varia de acordo com as características étnicas.

Já os índices de proporção do nariz servem de parâmetro para comprimento, largura, inclinação e ângulos nasais. Eles são determinados por diversas medidas:

  • no eixo vertical, considera-se o comprimento do nariz e do dorso;
  • no eixo horizontal, a largura do nariz e de sua raiz, comprimento e espessura da asa, comprimento da vertente da raiz, espessura da columela e largura do assoalho nasal;
  • na vista inferior, a profundidade da raiz nasal, a protrusão da ponta e o comprimento da columela.

Já as inclinações principais do nariz são as do dorso e da columela. Para medi-las, há 3 ângulos de referência:

  • nasofrontal;
  • nasolabial;
  • ângulo da ponta nasal (chamado ângulo de Joseph).

Como aplicar o conceito de nariz ideal para cada paciente?

O estudo da morfologia nasal, a partir das medidas clássicas de proporção facial, usadas para alcançar a harmonia e a simetria, é essencial para que o cirurgião possa planejar as técnicas usadas no procedimento. Mas para chegar ao nariz ideal, também é preciso considerar:

  • o sexo do paciente, pois os homens têm estruturas faciais diferentes das mulheres (neles, a espessura do dorso nasal mede de 8 a 10 mm, com um perfil ligeiramente convexo, e, nelas, tem entre 6 a 8 mm, com perfil mais côncavo);
  • o padrão étnico-racial, pois cada grupo se caracteriza por um determinado estilo de rosto (variando o tipo de pele, a camada fibrogordurosa, a cartilagem alar, a base a asa e a pirâmide nasal) e padrão nasal (relacionado ao comprimento da columela, à projeção da ponta e à distância interalar);
  • fatores culturais e psicossociais, os quais têm influência direta sobre as motivações e expectativas do paciente para com o resultado da cirurgia.

Assim, ainda que os aspectos essenciais para realizar uma cirurgia plástica no nariz possam ser resumidos a 4, muitos outros parâmetros são considerados. Por isso, o resultado da intervenção depende, diretamente, do conhecimento de anatomia, visão estética e domínio das técnicas cirúrgicas por parte do médico. Assim, converse o quanto achar necessário e só se submeta ao procedimento quando se sentir segura.

Aliás, sinta-se à vontade para enviar suas dúvidas ou agendar uma consulta, via e-mail ou WhatsApp, para fazer uma avaliação individual da sua rinoplastia com o Dr. Fábio Zanini, em Florianópolis!

Material escrito por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Médico formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1999, fez sua especialização em Otorrinolaringologia pelo Hospital da Lagoa no Rio de Janeiro/RJ e Mestrado pela Santa de Misericórdia de São Paulo.

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