Como a cirurgia plástica pode mudar sua vida?

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Por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Pode soar clichê, mas a cirurgia plástica é, realmente, transformadora. As mudanças, no entanto, vão muito além do que as fotos de antes e depois podem mostrar. A melhora no bem-estar e na autoestima reflete em todos os âmbitos da vida, do núcleo familiar ao trabalho — passando, logicamente, pelo convívio social e relacionamentos amorosos.

Neste artigo, vamos fazer uma breve análise sobre a experiência de se submeter à uma intervenção, seja ela estética e/ou funcional. Se você cogita fazer uma plástica, não deixe de ler!

Índice de satisfação pós-operatório

Considerando as cirurgias plásticas faciais, como a rinoplastia e a otoplastia, a alteração na vida dos pacientes, após as correções, é muito grande. Intervenções no rosto são, de fato, marcantes. Elas exercem um enorme poder sobre a autoimagem, a ponto de a pessoa passar a se ver — e a ser vista — de uma nova maneira.

Para ter ideia da sensação de transformação, imagine-a como sendo, diretamente, proporcional ao “peso” que o problema exercia sobre a pessoa. Deixar de ouvir piadinhas (como “nariz de batata”, “orelha de abano”, entre outras), é uma vitória para o paciente!

Mas, apesar de os aspectos positivos serem facilmente listados, por meio dos relatos de ex-pacientes, por exemplo, quantificar as mudanças na qualidade de vida (algo como o “índice de felicidade”) é mais complicado. Para obter dados embasados, estudiosos usam inquéritos cientificamente validados, como a Escala de Resultados de Glasgow (ERG).

Com base nesse questionário, pacientes submetidos à otoplastia se mostram bastante satisfeitos com o resultado pós-operatório. O mesmo ocorre com os pacientes que fizeram uma rinoplastia, cuja maioria se considera muito ou completamente satisfeita.

Importância da saúde mental

Muitas vezes, a cirurgia plástica serve como estímulo para superar obstáculos e resolver questões mais profundas. Pacientes que apresentam baixa autoestima, com sinais de depressão, por exemplo, não são bons candidatos à cirurgia plástica. Isso porque, a mudança na aparência pode até ajudar, mas o problema real é outro.

Nesses casos, primeiro é preciso procurar um psicólogo ou um psiquiatra e fazer o tratamento adequado. Depois, quando o lado emocional já estiver restabelecido, se o desejo de fazer a intervenção cirúrgica persistir vale a pena ir atrás desse objetivo.

Gerenciamento de expectativas

Quando se trata de cirurgias plásticas, não se deve fazer comparações com outras pessoas. Não é possível, por exemplo, pedir para o médico deixar o seu um nariz igual ao de alguma celebridade ou para que altere, significativamente, suas características étnicas.

Cabe ao profissional explicar o que pode ser feito em cada caso, sempre respeitando a autenticidade e naturalidade da face. E para evitar frustrações, o procedimento só deve ser executado quando médico e paciente entrarem em acordo, após muitas conversas.

Como mostrado, o caminho entre a tomada de decisão e a efetividade do procedimento não é simples. Tudo começa quando o paciente encontra um bom médico, que o ajuda a alinhar suas expectativas à realidade do que se pode fazer. Se, depois de algumas consultas, a vontade de operar continuar firme, a probabilidade da intervenção ser um sucesso é alta. Nesse caso, a pessoa pode se considerar uma excelente candidata a ter sua vida transformada pela cirurgia plástica!

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Material escrito por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Médico formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1999, fez sua especialização em Otorrinolaringologia pelo Hospital da Lagoa no Rio de Janeiro/RJ e Mestrado pela Santa de Misericórdia de São Paulo.

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