Conheça os diferentes tipos de orelhas

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Por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Os problemas relacionados às orelhas vão muito além do conhecido formato em abano. Tanto que, dependendo da queixa, a otoplastia pode alterar posições, formas e proporções. O bacana é que, graças às técnicas cirúrgicas avançadas, o paciente recebe alta em até 24 horas e o resultado final pode ser visto em 3 meses — o que, quando se trata de se recuperar de uma cirurgia, é bastante rápido.

Neste artigo, escrito sob a orientação do Dr. Fábio Zanini, otorrinolaringologista especialista em otoplastia, vamos mostrar os principais tipos de orelhas e como desconfortos estéticos e/ou funcionais podem ser corrigidos pela via cirúrgica. Continue a leitura e esclareça todas as suas dúvidas!

Raio-X das orelhas

As orelhas externas são compostas pelos chamados pavilhões auriculares. Esses apêndices posicionados nas laterais da cabeça são formados por estruturas de cartilagem recobertas de pele e pelos lóbulos.

Cada pavilhão auricular se divide em diversas partes. São elas:

  • hélice;
  • escafa;
  • ramos da anti-hélice;
  • tubérculo da orelha;
  • anti-hélice;
  • concha;
  • lóbulo;
  • antitrago;
  • incisura intertrágica;
  • trago;
  • meato acústico externo;
  • ramo da hélice.

Além dessas diversas partes, a estrutura cartilaginosa ainda é revestida por pelos e cerume. Ambos servem para prevenir a entrada de poeiras e micro-organismos nos ouvidos, que podem prejudicá-los.

Como é a consulta pré-operatória?

As características morfológicas das orelhas são analisadas durante a consulta pré-operatória. Comparando-as à anatomia considerada normal, é possível determinar quais são os problemas presentes no paciente.

Quando necessário, podem ser realizados procedimentos como:

  • correção das orelhas em abano;
  • remoção do excesso de pele dos lóbulos;
  • extração de queloides, formados pelo uso de brincos e piercings;
  • retirada de nódulos benignos, sejam cistos sebáceos ou lipomas.

Assim, as intervenções podem ocorrer em partes como as anti-hélices, as conchas, os lóbulos, entre outras. A boa notícia é que, como as orelhas se situam próximas da cabeça, as cicatrizes ficam escondidas atrás delas ou em suas dobras naturais.

Quais são os tipos de orelhas mais comuns?

De maneira geral, as pessoas nascem com um desses tipos de orelhas. São eles:

  • orelhas normais, proporcionais ao restante da face;
  • orelhas salientes, seja em um ou em ambos os lados e, geralmente, em diferentes graus;
  • orelhas muito grandes, um tipo de deformidade congênita rara, conhecida como macrotia;
  • orelhas escondidas, quando os bordos superiores ficam sob uma dobra do couro cabeludo, levando à condição congênita chamada de criptotia;
  • orelhas constritas, com diversos graus de protusão, múltiplas formas e, na maioria das vezes, com comprometimento da parte superior;
  • orelhas malformadas, com uma deformação congênita denominada microtia, ou seja, quando o ouvido externo se parece com uma estrutura rudimentar, na qual a audição é prejudicada em níveis distintos.

Existem, ainda, orelhas deformadas por conta de lesões ocorridas ao longo da vida. É o caso da chamada “orelha em couve-flor” ou hematoma auricular, característica de lutadores de jiu-jitsu.

Quando as orelhas podem ser operadas?

Orelhas desproporcionais ou deformadas podem ser operadas quando o indivíduo apresentar esse desejo, de modo a aumentar sua autoconfiança e melhorar a autoestima. Mas o candidato à otoplastia precisa atender a alguns requisitos, de acordo com sua faixa etária.

Pacientes crianças

Crianças a partir dos 7 anos de idade (ou quando a cartilagem está suficientemente estável) já podem operar as orelhas, principalmente para corrigir o formato de abano. Mas os pequenos pacientes precisam ser saudáveis e se mostrarem cooperativos em relação às recomendações médicas.

Pacientes adultos

Além de serem indivíduos saudáveis, pacientes adultos não podem fumar nem ingerir bebidas alcoólicas nos períodos pré e pós-operatórios, bem como devem respeitar os demais cuidados. Também precisam se mostrar conscientes em relação aos resultados, com objetivos esteticamente harmônicos, mas sem pretensões exageradas.

Como o otorrinolaringologista pode ajudar?

Consultar um especialista é a melhor maneira de avaliar se há necessidade, ou não, de realizar uma otoplastia. Esse tipo de procedimento só pode ser realizado por médicos com formação cirúrgica adequada, como um otorrinolaringologista.

Como diferentes tipos de orelhas necessitam de diferentes técnicas corretivas, nada melhor do que contar com a expertise de um profissional que conheça as estruturas do ouvido como nenhum outro. Por isso, um otorrinolaringologista com concentração na área de otologia e filiação à Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face (ABCPF) é a melhor escolha para realizar uma cirurgia de orelha!

E então, você sabia que existiam tantos tipos de estruturas auriculares? Surpreendente, não? Caso deseje tirar alguma dúvida sobre otoplastia, entre em contato conosco. Dr. Zanini terá satisfação em respondê-la!

Material escrito por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Médico formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1999, fez sua especialização em Otorrinolaringologia pelo Hospital da Lagoa no Rio de Janeiro/RJ e Mestrado pela Santa de Misericórdia de São Paulo.

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