Dr. Fábio Zanini responde às principais dúvidas sobre a otoplastia

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Por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Independentemente do procedimento, quem tem vontade de fazer alguma cirurgia plástica sempre tem muitas dúvidas. Isso acontece mesmo quando se tratam de cirurgias mais simples, como é o caso da otoplastia. Aliás, estima-se que características como orelhas em abano — principal indicação para a intervenção — estejam presentes em 2% a 5% da população mundial.

Para ajudar quem faz parte desse contingente, o otorrinolaringologista Dr. Fábio Zanini, especialista em otoplastia em Florianópolis e membro da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face (ABCPF), respondeu às principais perguntas sobre o procedimento. Confira na entrevista a seguir!

Quais são as principais indicações da otoplastia?

Dr. Fábio Zanini: A otoplastia é indicada, principalmente, para corrigir as orelhas em abano. Mas ela também pode ser feita para tratar a macrotia, uma deformidade congênita rara, que torna as orelhas muito grandes.

Outras possíveis indicações variam conforme os tipos de orelhas. Em alguns pacientes, a otoplastia pode ser usada para remover o excesso de pele dos lóbulos; em outros, para extrair queloides ou remover nódulos benignos.

Já a otoplastia secundária pode ser indicada para reparar uma otoplastia feita na infância cujo resultado ficou inestético. Outras possíveis indicações são deformações decorrentes de acidentes (de trânsito, durante alguma prática esportiva, em brigas, etc.) ou, até mesmo, por falta de cuidados no pós-operatório.

O que pode ser um impeditivo para a cirurgia?

Dr. Fábio Zanini: A chance de desenvolver queloides é a maior contraindicação à realização da otoplastia. Outros fatores, menos recorrentes, são problemas reumatológicos, como a policondrite — um tipo de inflamação crônica das cartilagens.

Porém, em pacientes com tendência à formação de queloides, que queiram muito corrigir a forma das orelhas, pode-se fazer a chamada otoplastia sem incisão. Nesse caso, o médico também administra algumas medicações, as quais ajudam a prevenir o crescimento anormal da cicatriz.

O que há de mais moderno em matéria de otoplastia?

Dr. Fábio Zanini: Tratam-se das otoplastias (quase) sem incisões. Apesar dessas técnicas serem mais indicadas para crianças, por conta das cartilagens auriculares serem mais moles, elas também podem ser realizadas em adultos. No entanto, a taxa de recidiva do abano é maior do que na técnica tradicional, com incisão.

Quais as chances da recidiva do abano após a cirurgia?

Dr. Fábio Zanini: As chances do abano voltar após a otoplastia tradicional são pequenas. Mas para os pacientes se prevenirem, é muito importante seguir as orientações médicas.

No pós-operatório, deve-se usar os curativos protetores pelo tempo indicado pelo especialista – o qual varia de pessoa para pessoa. Quem tem orelhas com cartilagens mais grossas, por exemplo, terá que usar a proteção por mais tempo.

Além disso, quem tem o cabelo muito pesado não deve deixá-lo preso atrás da orelha. São cuidados simples, mas que fazem toda a diferença no sucesso do procedimento.

Após a otoplastia, é possível usar a máscara de proteção facial (contra o novo coronavírus)?

Dr. Fábio Zanini: No pós-operatório imediato, deve-se evitar qualquer tipo de máscara. Nesse período, quem fez uma otoplastia em Florianópolis deve se proteger ficando em casa.

Após a primeira semana, os pacientes submetidos à cirurgia podem usar os modelos que têm o elástico ou as amarrações atrás da cabeça, sem ficarem presos às orelhas. Já modelos tradicionais, que possuem o elástico por trás das orelhas, não devem ser usados antes de três meses.

Como a otoplastia impacta a qualidade de vida dos pacientes?

Dr. Fábio Zanini: A otoplastia melhora a autoestima dos pacientes, pois a orelha é uma parte que chama muita atenção e que não pode ser disfarçada com roupas, por exemplo. O melhor é que, entre sete e dez dias, já é possível observar o resultado.

Vale destacar que alguns adultos carregam traumas de infância derivados de ‘brincadeiras’ relacionadas à forma de suas orelhas. Assim, acabam tendo dificuldades para se relacionar com outras pessoas. Após realizarem a otoplastia, tudo isso muda.

Ao longo de anos realizando otoplastias em Florianópolis, percebi que eles melhoram a desenvoltura consideravelmente. Dessa maneira, em pouco tempo o impacto do procedimento na qualidade de vida já pode ser sentido.

Os pais podem preservar seus filhos de “piadas” relacionadas à forma das orelhas?

Se houver a correta indicação para a otoplastia, sim. Para evitar esse tipo de trauma, recomenda-se que a cirurgia de correção das orelhas em abano seja feita antes da fase escolar, por volta dos 6 anos de idade. Assim, a criança inicia sua vida estudantil sem sofrer bullying — o que, infelizmente, ainda acontece.

Em relação aos cuidados com a criança após a otoplastia, o mais importante é zelar pela integridade do curativo envoltório nos primeiros dias. Depois, é preciso convencê-la a usar a faixa protetora por um mês. Os pais devem conversar (com muita paciência e carinho) a respeito da importância de usar esses acessórios.

Como é a anestesia da otoplastia?

Dr. Fábio Zanini: Em crianças, a otoplastia é feita com anestesia geral. Em adultos, pode ser realizada com anestesia local e sedação, o que torna a recuperação mais rápida. Em ambos os casos, é preciso fazer jejum de oito horas antes do procedimento.

Para minimizar os riscos associados à anestesia, o paciente faz uma série de exames. Os resultados são passados para o anestesiologista que, só então, autoriza a cirurgia.

Como é o pós-operatório da otoplastia?

Dr. Fábio Zanini: A recuperação da otoplastia é bem tranquila. Geralmente, não dói e dificilmente ocorre alguma infecção. Também é muito difícil haver complicações na audição.

Nas primeiras 48 horas após o procedimento, é preciso manter o curativo feito pela equipe médica (semelhante a uma touca). Depois, basta usar o curativo envoltório (parecido com uma faixa de tenista) por duas semanas.

O resultado da cirurgia é visto em pouco tempo (entre sete e dez dias) e, quase sempre, é permanente. Além disso, o paciente costuma receber alta no mesmo dia da operação, a qual dura de 90 a 120 minutos.

Quais são os riscos da otoplastia?

Os riscos da otoplastia são mínimos, desde que, logicamente, a cirurgia seja bem indicada e corretamente executada. Ainda assim, podem ocorrer problemas (em maior ou menor grau) como hematomas, edemas, despigmentação, redução ou perda da sensibilidade local, assimetria, alergia aos materiais cirúrgicos (como do micropore, da sutura, entre outros), infecção e dor que pode perdurar.

No entanto, caso existam contraindicações que coloquem a saúde do paciente em risco, deve-se adotar medidas preventivas ou optar pela não realização do procedimento.

Por isso é tão importante realizar o procedimento com um otorrinolaringologista especialista em otoplastia. Apenas um profissional está apto a avaliar as melhores possibilidades para cada paciente.

Onde realizar uma otoplastia em Florianópolis?

Quem deseja realizar uma otoplastia em Florianópolis pode contar comigo e minha equipe. Meu consultório está localizado no condomínio Baía Sul Medical Center.

Para os pacientes de outras localidades, é preciso se programar para passar uns dias por aqui. O lado bom é que Floripa possui hotéis com excelentes estruturas para atender pacientes de fora da cidade, no pós-operatório.

Esperamos que a entrevista tenha sido esclarecedora. Caso queira saber mais, agende uma consulta de avaliação da otoplastia em Florianópolis para o Dr. Zanini avaliar seu caso individualmente!

Material escrito por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Médico formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1999, fez sua especialização em Otorrinolaringologia pelo Hospital da Lagoa no Rio de Janeiro/RJ e Mestrado pela Santa de Misericórdia de São Paulo.

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