Conheça a rinoplastia associada à correção da hipertrofia dos cornetos

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Por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Quem precisa fazer uma cirurgia para corrigir um problema funcional no nariz, geralmente, também aproveita para realizar melhorias estéticas.

A associação de procedimentos, desde que haja indicação, é perfeitamente possível. Para atender a essa tendência, há diversos tipos de cirurgias de nariz.

No caso da rinoplastia associada com a cirurgia corretora de hipertrofia de cornetos, especificamente, objetiva-se desobstruir a respiração do paciente e, ao mesmo tempo, melhorar a harmonia facial. Neste artigo, reunimos as principais informações sobre o tratamento.

Continue a leitura e esclareça suas dúvidas!

O que é a hipertrofia dos cornetos?

Os cornetos, também chamados de conchas nasais ou de carne esponjosa, são estruturas ósseas revestidas por mucosas e localizadas nas laterais das paredes internas do nariz. Eles têm a função de umidificar e aquecer o ar inspirado (frio e, muitas vezes, seco) antes dele seguir para o restante das vias aéreas — o que é essencial para uma respiração adequada.

Em cada cavidade nasal existem três cornetos: superior, médio e inferior. A hipertrofia, ou seja, o aumento exagerado dessas estruturas, geralmente, se dá nos cornetos inferiores, devido a fatores anatômicos (como desvio de septo contralateral), alérgicos (como rinites), irritativos (como poluição do ar), entre outros.

Fonte: Wikimedia Commons.

Estima-se que a hipertrofia dos cornetos seja a principal causa da obstrução nasal crônica em adultos. Isso vale para pessoas com idades entre 20 e 60 anos de idade.

Tipos de hipertrofias dos cornetos

A hipertrofia dos cornetos pode ser óssea com a mucosa normal ou óssea com a mucosa aumentada. No primeiro caso, trata-se de um distúrbio decorrente de um desenvolvimento anômalo ou traumático. No segundo, geralmente o problema tem origem em processos inflamatórios.

Graus de hipertrofia dos cornetos

Para chegar ao diagnóstico, além da anamnese aprofundada, o otorrinolaringologista realiza uma endoscopia nasal após uso de um vasoconstritor tópico. Após a observação, a hipertrofia dos cornetos pode ser classificada em:

  • hipertrofia de grau 1, quando o(s) corneto(s) ocupa(m) até 25% da(s) cavidade(s) nasal(is);
  • hipertrofia de grau 2, quando o(s) corneto(s) ocupa(m) de 25% a 50% da(s) cavidade(s) nasal(is);
  • hipertrofia de grau 3, quando o(s) corneto(s) ocupa(m) de 50% a 75% da(s) cavidade(s) nasal(is).

Quais são os possíveis tratamentos?

A escolha do tratamento depende do grau de acometimento. Por exemplo, em hipertrofias de grau 1 ligadas à rinite alérgica, o tratamento medicamentoso, por via oral ou local (intranasal), costuma ser suficiente.

Em outros casos, considerados de gravidade leve à média, pode-se indicar a cauterização dos cornetos. Esse tipo de procedimento é feito com um bisturi elétrico, em centros cirúrgicos, e pode ser associado à rinoplastia.

Já em casos moderados a graves, realiza-se a ressecção parcial dos cornetos (remoção das partes aumentadas), por meio de uma turbinectomia parcial por endoscopio. Independentemente da técnica, esse tipo de cirurgia também costuma ser feito juntamente com a rinoplastia.

Como a rinoplastia para hipertrofia dos cornetos pode ajudar?

Se a obstrução nasal contínua for, comprovadamente, causada pela hipertrofia dos cornetos e houver indicação para o tratamento cirúrgico, pode-se recorrer à rinoplastia funcional. Esse tipo de procedimento corrige não apenas a parte estética, mas também as alterações funcionais do nariz.

A rinoplastia para hipertrofia dos cornetos é indicada quando, além da necessidade de facilitar a passagem do ar, existe o paciente que tem desejo de aprimorar a forma nasal. Trata-se de um procedimento realizado, preferencialmente, por otorrinolaringologistas com especialização em rinologia.

Já quando a hipertrofia dos cornetos é decorrente de um problema de desvio de septo, muitas vezes, após a rinosseptoplastia o tamanho dessas estruturas volta ao normal. No entanto, em certos pacientes a regressão natural não é possível, como quando há uma hipertrofia de grau 3 ou calcificação da estrutura. Nesses casos, a rinosseptoplastia precisa ser combinada à ressecção parcial dos cornetos.

Para quais casos a associação dos procedimentos é indicada?

Se não tratada, a hipertrofia dos cornetos pode dificultar ou impedir a respiração nasal. Isso gera inúmeros prejuízos à saúde, como desalinhamento dental, má qualidade do sono, dificuldade para manter a atenção, queda na imunidade, entre outros. Além disso, pode desencadear infecções de ouvido (otites médias por obstrução), distúrbios mais comuns em crianças.

Assim, o diagnóstico e tratamento da obstrução nasal é imprescindível. Caso haja indicação para correção cirúrgica, a rinoplastia associada a ressecção da hipertrofia dos cornetos permite restabelecer as funções do nariz e, ao mesmo tempo, deixá-lo mais bonito e harmônico em relação ao restante do rosto. Por isso, trata-se de uma associação que faz bem tanto para a saúde, como para a autoestima dos pacientes!

Caso precise investigar algum sintoma nasal ou apenas tenha vontade de melhorar a aparência do seu nariz, estou à disposição para conversarmos. Entre em contato e agende sua consulta, em Florianópolis!

Material escrito por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Médico formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1999, fez sua especialização em Otorrinolaringologia pelo Hospital da Lagoa no Rio de Janeiro/RJ e Mestrado pela Santa de Misericórdia de São Paulo.

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