Quais os riscos da otoplastia?

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Por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Se bem indicada e corretamente executada, os riscos da otoplastia são mínimos. No entanto, sabe-se que nenhum procedimento cirúrgico é isento de riscos. Por isso, é preciso que o especialista avalie se há contraindicações e tome todos os cuidados necessários. Ao mesmo tempo, o paciente deve assumir a responsabilidade pelos autocuidados antes e depois da operação, de modo a prevenir problemas.

Na prática, uma das formas mais eficientes de se preparar para uma cirurgia é conhecer as exigências de cada etapa do processo, do pré ao pós-operatório. A seguir, conheça riscos da otoplastia e veja como reduzi-los.

Quem pode ser um candidato à realização da otoplastia?

otoplastia é a cirurgia plástica das orelhas. Ela permite alterar seu formato, tamanho e posicionamento, deixando-as harmônicas em relação à cabeça.

Quando há o desejo por parte do paciente e os exames clínicos comprovem a necessidade, o procedimento é realizado. São candidatos em potencial:

  • crianças e adultos com orelhas em abano muito protuberantes;
  • pessoas com orelhas muito grandes, escondidas, deformadas devido a lesões, entre outros tipos;
  • indivíduos que precisam restaurar ou reconstruir os lóbulos;
  • aqueles que necessitam remover queloides ou retirar nódulos no local.

Quais são os cuidados necessários no pré e pós-operatório?

A melhor forma de minimizar os riscos da otoplastia é se preparar convenientemente. Aliás, isso também contribui para o sucesso do procedimento.

Assim, o primeiro cuidado é escolher um médico com formação adequada, como um otorrinolaringologista com especialização em otoplastia. É importante checar se o profissional é associado às sociedades do setor, especialmente à Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face (ABCPF).

Depois, basta seguir as recomendações do especialista em relação ao pré e pós-operatório. Em geral, elas são bem simples, assim como a recuperação.

Pré-operatório da otoplastia

Em alguns casos, o médico pode pedir para o paciente tomar alguma medicação que ajude a prevenir o aumento exagerado da cicatriz. No mais, para se preparar para a otoplastia, basta seguir as recomendações para a internação.

Pacientes que irão receber anestesia geral devem ficar de jejum absoluto por 8 horas. Além disso, recomenda-se comunicar qualquer anormalidade clínica (ocorrida nos dias que antecedem a cirurgia) à equipe médica.

Pós-operatório da otoplastia

Nas 48 horas seguintes à cirurgia, deve-se manter o curativo (parecido com uma touca). Já o uso do curativo envoltório (tipo faixa), para proteger as orelhas recém-operadas, é imprescindível nas duas primeiras semanas.

No mais, brincos e piercings devem ser evitados no primeiro mês. Nesse período também é preciso proteger as orelhas da exposição à luz solar, para não ficar manchada nem afetar o processo cicatricial.

Quais são os principais riscos da otoplastia?

A cicatrização inestética é um dos principais riscos da otoplastia. O problema afeta, principalmente, pacientes com tendência à formação de queloides e cicatrizes hipertróficas. No entanto, isso não é considerado um impedimento para a cirurgia, mesmo porque as cicatrizes da otoplastia ficam escondidas atrás das orelhas.

Caso haja chances de ocorrerem complicações cicatriciais, o paciente deve pesar os prós e os contras e, assim, decidir de maneira consciente. Muitos preferem conviver com uma cicatriz do que com orelhas protuberantes — sem falar que existem diversos recursos para melhorar a estética dessas marcas posteriormente.

Já o risco do “abano voltar” após o procedimento é mínimo. Segundo a Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face (ABCPF), o resultado da otoplastia costuma ser definitivo.

Também existem os riscos relacionados à anestesia (que em adultos, geralmente, é local com sedação e, nas crianças, geral). Por isso, antes de realizar o procedimento o médico responsável pede uma série de exames complementares, os quais são avaliados pelo anestesiologista.

Por fim, outros possíveis riscos associados à otoplastia, com maior ou menor grau de gravidade, são:

  • hematoma;
  • edema;
  • despigmentação;
  • perda ou redução da sensibilidade local;
  • infecção;
  • assimetria;
  • alergia aos materiais cirúrgicos (do micropore, da sutura etc);
  • dor que pode perdurar.

Às vezes, com o passar dos anos, pode ser necessário fazer uma otoplastia secundária. O risco de precisar de uma nova cirurgia é mais frequente em pacientes que se submeteram à primeira cirurgia ainda na infância ou que sofreram algum tipo de lesão na área.

Como mostrado, quando bem indicada e executada, os riscos da otoplastia são mínimos. Para isso, médico e paciente devem formar uma parceria, de modo a chegar ao melhor resultado possível. Seja com objetivo estético e/ou funcional, a cirurgia plástica na orelha costuma ser um sucesso!

Caso você ainda tenha alguma dúvida sobre o assunto, não se dê por satisfeito. Entre em contato com a minha equipe por e-mail ou pelo WhatsApp!

Material escrito por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Médico formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1999, fez sua especialização em Otorrinolaringologia pelo Hospital da Lagoa no Rio de Janeiro/RJ e Mestrado pela Santa de Misericórdia de São Paulo.

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