Dr. Fábio Zanini explica: quais os tipos de cirurgias no nariz

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Por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Existem vários tipos de cirurgias no nariz: estética, funcional, étnica, reconstrutiva ou secundária. Porém, essa quantidade pode ser bem maior: isso porque, além de essas técnicas poderem ser combinadas, ainda existem diversos subtipos. Isso explica porque uma rinoplastia indicada para uma pessoa pode não ter nada a ver com a de outra — inclusive, quando os objetivos são parecidos.

Neste artigo, o otorrinolaringologista Dr. Fábio Zanini, de Florianópolis, Santa Catarina, apresenta as principais cirurgias do nariz. Continue a leitura, tire suas dúvidas e sinta-se como se estivesse conversando com seu cirurgião!

Quais são os formatos de nariz mais comuns no Brasil?

Dr. Zanini explica que, basicamente, existem dois formatos de nariz predominantes no Brasil. São eles:
  • caucasianos, que, em geral, têm cartilagem na ponta e dorso mais forte;
  • negroides, que apresentam a cartilagem mais fraca e as asas da base mais largas;
  • mestiço, uma mistura dos dois anteriores.

“Cada estrutura nasal exige uma técnica, cuja escolha é ligada ao objetivo da rinoplastia”, afirma o especialista. Sem esse cuidado, corre-se o risco de criar uma forma nasal insatisfatória ou de ter uma melhoria incompleta, sendo necessária, muitas vezes, uma cirurgia adicional.

Por que há tantos tipos cirurgias no nariz?

A existência de diferentes tipos e subtipos de cirurgias no nariz reflete a busca por resultados cada vez mais perfeitos. Isso somente é possível graças à especialização médica e aos avanços em ferramentas tecnológicas (usadas nas cirurgias endoscópicas nasais, por exemplo).

Assim, a escolha do procedimento mais adequado é guiada pelas características de cada indivíduo e pelos objetivos da cirurgia. Dessa forma, os resultados se tornam naturais, levando não apenas à melhora da aparência e/ou da funcionalidade — mas impactando, até mesmo, na personalidade dos pacientes.

Vale destacar que, independentemente das técnicas e vias de acesso escolhidas, o grau de satisfação dos pacientes submetidos à rinoplastia é bastante positivo. Um estudo retrospectivo publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica mostrou que, após 5 anos, a maioria deles se encontrava plenamente satisfeita, tanto em relação à função respiratória quanto à estética nasal.

Quais são as principais técnicas de rinoplastia?

“Os tipos mais recorrentes de cirurgias no nariz são a rinoplastia estética e a rinoplastia funcional (a qual melhora a respiração)”, explica o médico. Existem, ainda, as chamadas rinoplastias étnica, secundária e pós-traumática.

A partir desses tipos principais surgem os subtipos, os quais variam de acordo com as técnicas empregadas. Vale destacar que, em um único tipo de cirurgia, podem ser combinados diversos subtipos.

Rinoplastia estética

Trata-se do tipo de cirurgia no nariz mais procurado pelos pacientes. Seu objetivo atende a diversas queixas, levando a subtipos como:

  • rinoplastia redutora: quando há necessidade de reduzir o tamanho do nariz;
  • rinoplastia de aumento: quando é preciso aumentar o tamanho, como quando o nariz aparenta afundamento;
  • rinoplastia do dorso nasal: empregada tanto para a redução como para o aumento do dorso nasal;
  • rinoplastia da columela: realizada quando o intuito é modificar a fenda que separa as narinas;
  • rinoplastia para levantar a ponta nasal: indicada, principalmente, em narizes do tipo adunco, cuja ponta é projetada para baixo.

Rinoplastia funcional

Segundo um levantamento publicado no Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, a rinoplastia funcional é o tipo mais prevalente de cirurgia no nariz. Nessa modalidade, objetiva-se corrigir não apenas a parte estética, mas também alterações funcionais da estrutura nasal.

Sendo assim, duas ou mais técnicas são realizadas conjuntamente. São exemplos:

  • rinoplastia associada à septoplastia (rinosseptoplastia): indicada quando é necessária a correção do desvio de septo, para facilitar a respiração;
  • rinoplastia associada à correção da hipertrofia dos cornetos (também chamados de conchas nasais ou carne esponjosa): indicada quando é preciso modificar o tamanho dos cornetos para facilitar a passagem do ar.

Rinoplastia étnica

Esse tipo de intervenção é realizado quando o paciente deseja alterar traços étnicos considerados demasiadamente marcantes no formato do seu nariz. Por exemplo: asas nasais abertas, ponta projetada e caída, entre outras características.

Porém, o objetivo da cirurgia não deve, jamais, desrespeitar as raízes étnicas. O “nariz ideal” precisa ser proporcional à face, levando a um visual harmônico e natural.

Rinoplastia pós-traumática ou reconstrutiva

rinoplastia pós-traumática é feita quando o paciente sofreu um trauma facial que afetou o formato ou a função nasal. Além disso, também pode ser realizada para corrigir malformações congênitas.

Nesse tipo de cirurgia, também chamada de rinoplastia reconstrutiva, é comum o uso de enxertos de cartilagem e de pele, extraídos do próprio paciente. O objetivo, em geral, é corrigir deformidades estéticas e/ou prejuízos na respiração.

Rinoplastia secundária ou revisional

rinoplastia secundária é indicada quando o paciente já foi submetido a outra rinoplastia, mas o resultado ficou aquém do esperado. Além de aprimorar a parte estética, uma de suas principais indicações é corrigir problemas ligados à diminuição da capacidade respiratória.

Dessa forma, também busca a harmonização estética e/ou a correção funcional. No entanto, a intervenção costuma ser mais complexa e demorada do que em uma rinoplastia primária.

Outro ponto importante: também chamada de rinoplastia revisional, a técnica deve ser realizada somente após o resultado definitivo. Ou seja, pelo menos, 1 ano depois da primeira intervenção.

Como são as incisões de uma rinoplastia?

Cortes costumam assustar alguns pacientes. Mas é a partir das incisões que os tecidos que cobrem as narinas são, cuidadosamente, suspensos, permitindo a remodelação da estrutura nasal. Dr. Zanini explica que existem duas possibilidades de acessos:

  • acesso aberto (quando a incisão é feita através da columela, proporcionando maior visibilidade da área a ser operada): “trata-se de um procedimento usado em situações mais complexas, como na simetria da ponta do nariz”, diz;
  • acesso fechado (quando as incisões são apenas internas, ficando escondidas dentro do nariz): “procedimento utilizado em detalhes menores, como o ‘ossinho saltado’ que incomoda tantas pessoas”, continua o médico.

“Por meio dessas vias de acesso, várias técnicas são empregadas. Tanto a rinoplastia aberta quanto a rinoplastia fechada podem ser usadas para fins estéticos e funcionais”, esclarece o especialista.

Como saber o tipo de rinoplastia mais indicado para mim?

Dr. Zanini explica que, somente após uma conversa franca com o cirurgião, considerando as expectativas (desejos e necessidades) do paciente, bem como analisando suas fotos e exames, é possível determinar a conduta que será adotada. Assim, na hora de escolher um médico, procure um profissional com vasta experiência e conhecimento em rinoplastias.

A Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face (ABCPF) é a entidade que reúne otorrinolaringologistas com especializações em cirurgias plásticas faciais. Por isso, é importante conferir se o cirurgião em vista é seu afiliado.

Por fim, esperamos que este artigo tenha ajudado a esclarecer as diferenças entre os tipos de cirurgias no nariz. É bacana notar que o fato de poderem ser combinados entre si, bem como a existência de diversos subtipos, possibilita a realização de tratamentos individualizados. Com isso, pode-se solucionar os problemas e queixas dos pacientes já na abordagem primária, evitando, ao máximo, cirurgias revisionais!

 

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Material escrito por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Médico formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1999, fez sua especialização em Otorrinolaringologia pelo Hospital da Lagoa no Rio de Janeiro/RJ e Mestrado pela Santa de Misericórdia de São Paulo.

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