Rinoplastia pós-traumática: saiba como funciona

Publicado em

Por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

A rinoplastia pós-traumática é uma cirurgia complexa, muitas vezes, realizada após um acidente no qual houve comprometimento (estético e/ou funcional) buco-maxilo-facial. Além disso, pode ser feita para corrigir malformações congênitas, entre outras situações. 

Seja qual for o motivo, neste artigo, destacamos as etapas gerais envolvidas nesse tipo de procedimento. Continue a leitura e entenda quais são suas indicações, bem como alcances e limitações!

Quando a rinoplastia pós-traumática é recomendada?

A rinoplastia pós-traumática é um dos 5 principais tipos de cirurgias no nariz. Ainda que não seja o mais prevalente, trata-se de uma abordagem bastante realizada.

Um levantamento, publicado pela Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, sobre a classificação de rinoplastias em um centro de referência em otorrinolaringologia nacional nos dá uma ideia sobre a importância das cirurgias plásticas pós-traumáticas. 

A pesquisa revelou que mais da metade (56,21%) das rinoplastias teve caráter funcional (geralmente, rinosseptoplastias). Depois, vieram as rinoplastias pós-traumáticas (18,15%), seguidas das revisionais/secundárias (12,30%), estéticas (8,30%) e reconstrutoras (4,61%).

A rinoplastia pós-traumática pode ser indicada em episódios como acidentes com carro ou moto, traumas sofridos durante alguma prática esportiva (ciclismo, skate, surf etc), quedas (de escadas, por exemplo), agressões físicas, entre inúmeras situações do dia a dia. Além disso, também pode ser recomendada para corrigir malformações congênitas, como a fissura labial.

Em relação ao resultado, a rinoplastia, além de preservar ou melhorar a respiração e a olfação, sempre busca o equilíbrio estético e a naturalidade da face. No entanto, o grau de comprometimento da estrutura nasal, a qualidade da pele, entre outros fatores, influenciam no aspecto final. Por isso, cada caso tem seus alcances e limitações.

Como funciona o antes e depois da rinoplastia pós-traumática?

Nesse tipo de cirurgia, é comum o uso de enxertos de pele e de cartilagem. Esses materiais são extraídos do corpo do próprio paciente, em locais nada ou pouco aparentes (como septo, orelhas ou costelas). Os enxertos naturais são mais indicados do que os sintéticos, pois ajudam a evitar rejeições.

Mas até chegar à cirurgia em si, há uma série de consultas. Nelas, o médico passa as recomendações relativas ao antes e depois do procedimento.

Em relação à rinoplastia pós-traumática, as principais orientações são as mesmas dadas nos demais tipos de cirurgias plásticas nasais. Quaisquer contraindicações e cuidados diferentes, por conta de especificidades nos quadros clínicos, são informados pelo médico. Além disso, dependendo do tipo de trauma, uma equipe multidisciplinar pode determinar outros cuidados complementares.

Recomendações pré-operatórias

De maneira geral, as recomendações pré-operatórias são:

  • tomar a medicação conforme a indicação médica, quando houver;
  • se necessário, ajustar as doses ou suspender o uso das medicações de rotina;
  • evitar o consumo de anti-inflamatórios, aspirinas, AAS e medicamentos naturais nos dias que antecedem o procedimento;
  • suspender o consumo de bebidas alcoólicas e, se possível, de cigarros, quanto antes;
  • fazer jejum de 8 horas para alimentos e líquidos (inclusive, água).

Recomendações pós-operatórias

Salvo casos especiais, além de comparecer às consultas de retorno, as principais orientações pós-operatórias são:

  • tomar a medicação conforme indicação médica;
  • fazer compressas geladas sobre o nariz e olhos;
  • se preciso, fazer sessões de drenagem linfática manual;
  • evitar tomar o vento e se expor à friagem nos primeiros dias;
  • não expor a área ao sol, por, no mínimo, 3 meses;
  • só usar óculos quando o médico permitir;
  • trocar o curativo externo, quando necessário.

O que difere a rinoplastia pós-traumática da estética?

Na rinoplastia pós-traumática, o cirurgião trabalha sobre uma área já lesionada. Muitas vezes, ele precisa corrigir a estética e a funcionalidade do local. Já na rinoplastia estética, não é preciso lidar com distúrbios funcionais.

Além disso, a rinoplastia pós-traumática costuma ser feita por via aberta, por conta do maior controle nas correções da ponta do nariz. Na rinoplastia estética, muitas vezes, pode-se optar pela via fechada.

Outra diferença é em relação à forma de pagamento. As rinoplastias pós-traumáticas costumam ser cobertas pelos planos de saúde. Já as rinoplastias puramente estéticas não têm cobertura.

Quais são os problemas de não fazer a cirurgia?

Fraturas nasais são lesões bastante frequentes, mas, erroneamente, consideradas de menor importância. Além disso, é fato que a maioria das pessoas não gosta da ideia de se submeter a uma cirurgia.

No entanto, mesmo quando o trauma, aparentemente, já passou, vale a pena fazer uma avaliação com um otorrinolaringologista. Só então é possível determinar se existe, ou não, indicação para a cirurgia.

Do contrário, corre-se o risco de deixar um problema evoluir e comprometer tanto a estética quanto a funcionalidade do nariz. Nessas situações, a cirurgia pode se tornar mais complexa e, o resultado, menos satisfatório.

Sendo assim, quando se trata de saúde, não cabem achismos. Apenas um especialista pode dizer se é preciso, ou não, fazer a rinoplastia pós-traumática. Essa é a melhor maneira de assegurar um bom resultado estético e evitar futuras queixas respiratórias!

Se você ainda tem dúvidas ou quer entender melhor de que maneira a cirurgia no nariz poderia ajudá-lo, agende uma consulta. Ou, caso não more em Florianópolis, siga-me no Facebook e Instagram, e acompanhe dicas sobre os avanços na área da rinoplastia!

Material escrito por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Médico formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1999, fez sua especialização em Otorrinolaringologia pelo Hospital da Lagoa no Rio de Janeiro/RJ e Mestrado pela Santa de Misericórdia de São Paulo.

Assine nossa newsletter!


Fábio Zanini - Doctoralia.com.br