Rinossinusite crônica: conheça o tratamento mais eficaz

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Por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

A rinossinusite crônica, popularmente conhecida como sinusite, afeta a qualidade de vida para além de sintomas nasossinusais específicos. Ao impedir o sono reparador, provocar cefaleias, entre outros problemas, ela interfere em aspectos físicos, funcionais, emocionais e sociais. Isso faz com que a doença seja uma das que mais leva as pessoas a procurarem um médico. Porém, a resolução, nem sempre, é simples.

Neste artigo, citamos os principais tipos de tratamentos e qual é a abordagem mais efetiva. Se você sofre ou conheça alguém que tenha rinossinusite crônica, confira!

Qual é a diferença entre a rinossinusite crônica e a aguda?

A rinossinusite é um processo inflamatório multifatorial que acomete a mucosa rinossinusal (região do nariz e dos seios da face). O que diferencia a rinossinusite crônica da aguda é o tempo de evolução dos sintomas. Sendo assim:

  • quando tem um início súbito e dura até 12 semanas, com remissão completa dos sinais e sintomas, trata-se de um quadro de rinossinusite aguda;
  • quando persiste por mais de 12 semanas, a condição é classificada como rinossinusite crônica.

A gravidade do quadro é outro fator de classificação. Para determiná-la, os médicos se baseiam na Escala Visual Analógica (EVA). Para isso, pedem ao paciente que quantifique, de 0 a 10, o nível de dor que estão sentindo. Dessa forma:

  • 0 a 3 significa uma dor leve;
  • 3 a 7, uma dor moderada;
  • 7 a 10, uma dor considerada grave.

Quais são os sintomas e como é o diagnóstico da rinossinusite crônica?

O diagnóstico clínico é feito por meio da observação de pacientes com mais de 12 semanas de sinais e sintomas nasossinusais. Os sintomas clássicos da rinossinusite crônica são:

  • obstrução nasal;
  • rinorreia;
  • alterações do olfato, por conta do processo obstrutivo, entre outros motivos;
  • dor ou pressão facial, mais presente em pacientes com rinite alérgica;
  • cefaleia;
  • tosse, principalmente, na infância.

Já os sintomas menos habituais da rinossinusite crônica são:

  • pigarro;
  • irritação faringo-laríngea;
  • disfonia (alteração na voz);
  • halitose (mau hálito);
  • plenitude auricular (sensação de ouvido tampado);
  • distúrbios do sono; entre outros sintomas.

Para traçar o diagnóstico, o otorrinolaringologista também pode solicitar exames complementares, como a endoscopia nasossinusal e tomografia computadorizada. Além disso, ele investiga o histórico do paciente.

Durante a anamnese, o médico pergunta se o paciente tem conhecimento de doenças sistêmicas, imunodeficiências ou doenças crônicas concomitantes. Além disso, checa se existem fatores predisponentes. São exemplos:

  • tabagismo;
  • exposição a inalantes tóxicos;
  • uso de cocaína;
  • condições climáticas;
  • nível de poluição ambiental;
  • alterações anatômicas da cavidade nasal, como desvio de septo.

Quais são os tratamentos para a rinossinusite crônica?

Os tratamentos para a rinossinusite crônica variam bastante, pois se trata de uma doença com diversos gatilhos e níveis de agressividade. Entre as abordagens clínicas, há o uso de antibióticos, corticosteroides (anti-inflamatórios) sistêmicos e tópicos, descongestionantes (por curto prazo) e solução salina (para a lavagem nasal).

Quando a rinossinusite não responde ao tratamento medicamentoso ou está associada a alguma complicação, há indicação cirúrgica. A cirurgia endoscópica nasal, um tipo de vídeo-cirurgia, é considerada o principal tratamento para a rinossinusite crônica. Estudos mostram que sua eficácia na qualidade de vida dos pacientes é de 85%.

A técnica melhora a ventilação dos seios paranasais e do aparelho mucociliar, restabelecendo suas funções. E por ser minimamente invasiva, ela preserva, ao máximo, a mucosa nasossinusal.

A cirurgia para sinusite pode ser tanto funcional quanto estético?

Sim. A rinoplastia funcional é o procedimento cirúrgico que reestabelece a capacidade respiratória e pode promover as melhorias necessárias na aparência do nariz. Para isso, combina duas ou mais técnicas na mesma cirurgia.

Inclusive, boa parte das rinoplastias é feita para tratar doenças de caráter respiratório, como a rinossinusite. Para isso, a cirurgia promove a desobstrução dos seios da face, acabando com a infecção crônica.

Por exemplo: muitos sintomas da rinossinusite melhoram com a correção cirúrgica do desvio de septo, pois o procedimento permite a drenagem das secreções. Por isso, a cirurgia é considerada o melhor tratamento para essa condição.

O otorrinolaringologista com especialização em cirurgia plástica facial é o profissional indicado para realizar esse tipo de intervenção. Isso porque, ao mesmo tempo em que é capaz de diagnosticar e tratar a rinossinusite, sua formação em cirurgia plástica facial assegura a harmonia estética.

Por outro lado, uma intervenção feita por um cirurgião sem a devida expertise nas funções nasais pode levar a lesões internas (na chamada lâmina cribosa do etmoide). Isso desencadearia uma rinoliquorreia consequente da rinoplastia que, por sua vez, leva ao aparecimento da rinossinusite crônica no paciente.

Assim, sempre que for procurar um tratamento para doenças que afetam o aparelho nasal, consulte um otorrinolaringologista. E se houver necessidade de cirurgia, exija que o profissional seja especialista em cirurgia plástica facial. De preferência, membro da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face (ABCPF).

Para concluir, se você sofre com episódios de rinossinusite crônica, busque ajuda o quanto antes. Quando a estratégia cirúrgica é bem traçada, o índice de satisfação pós-operatória dos pacientes é altíssimo. Além disso, em certos casos, o especialista pode indicar, além da correção funcional, a correção de algum aspecto estético. Dessa forma, o tratamento reflete no bem-estar e na autoestima em todos os aspectos da vida!

Caso more, ou tenha fácil acesso, à região de Florianópolis, agende sua consulta. Se não, acompanhe mais informações sobre a saúde do nariz me seguindo no Facebook e no Instagram!

Material escrito por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Médico formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1999, fez sua especialização em Otorrinolaringologia pelo Hospital da Lagoa no Rio de Janeiro/RJ e Mestrado pela Santa de Misericórdia de São Paulo.

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