Será que preciso mesmo da rinoplastia secundária?

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Por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Infelizmente, nem sempre o resultado de uma cirurgia plástica no nariz fica como o esperado. Uma série de intercorrências pode prejudicar a estética e/ou a funcionalidade nasal. Por exemplo: a falta de cuidados da parte do paciente no pós-operatório, uma imperícia cometida pelo próprio médico ou, até mesmo, fatalidades, como um acidente de carro, uma queda sofrida durante a prática esportiva, etc. Nesses casos, pode ser necessário se submeter a um novo procedimento: a chamada rinoplastia secundária.

Para saber quais pacientes realmente necessitam de uma cirurgia revisional, acompanhe este artigo. Você verá que passar por esse processo pela segunda vez exige ainda mais cuidado na escolha do médico. Tudo para que o resultado seja satisfatório e definitivo!

O que é a rinoplastia secundária?

Existem diversos tipos de cirurgias no nariz. A rinoplastia secundária, também chamada de rinoplastia revisional, ocorre quando a cirurgia é feita pela segunda vez. Entre os possíveis motivos para ser realizada, destacam-se:

  • corrigir o emprego de técnicas incorretas, que acabaram levando a uma falha funcional ou ao comprometimento estético (como assimetria entre as narinas, ponta muito arrebitada, entre outras deformidades em relação ao restante da face);
  • resolver problemas como a diminuição da capacidade respiratória (por conta de uma redução da via aérea nasal), o que afeta o sono e, a partir daí, desencadeia outros distúrbios de saúde;
  • lapidar resultados estéticos que ficaram aquém do esperado, independentemente do que levou ao problema.

Quais fatores devem ser avaliados?

O primeiro fator avaliado para checar se o paciente precisa mesmo de uma rinoplastia secundária é o tempo transcorrido da primeira intervenção. Isso porque, é necessário aguardar de 1 a 2 anos após a cirurgia para que o nariz tome sua forma final.

Somente após esse período é possível avaliar se as queixas, como deformidades, assimetrias, cicatrizes hipertróficas, dificuldade para respirar, entre outras, são passíveis de uma nova cirurgia. Até lá, é preciso esperar a cicatrização completa.

A cirurgia secundária é mais complexa?

A rinoplastia secundária é uma operação mais complexa e demorada do que a primeira rinoplastia. Isso porque as estruturas nasais já passaram por uma intervenção anterior, o que resultou na formação de tecidos mais fibrosos.

Inclusive, é mais difícil determinar qual será o resultado, o qual varia caso a caso. Afinal, além da habilidade do médico, no caso da rinoplastia secundária há mais variáveis, tais como:

  • a consistência da pele (fina, grossa ou normal);
  • o tamanho da cicatriz preexistente;
  • a capacidade respiratória do paciente.

Muitas vezes, um nariz que já foi operado não possui tecido suficiente para realizar uma nova cirurgia. Aliás, quanto maior o número de procedimentos anteriores, menor a quantidade de tecido disponível para fazer a correção.

Isso faz com que o cirurgião precise retirar cartilagens de outros locais, como das orelhas ou costelas, para implantá-las no nariz. Ou obriga a recorrer a microenxertos de gordura, aplicados por meio de injeções.

Como acertar na escolha do médico?

Por maior que seja o desejo de reparar um problema, o paciente pode ficar receoso em passar por mais uma intervenção. Por isso, quando a indicação é mesmo cirúrgica, cabe ao médico transmitir confiança, para tranquilizá-lo.

Segundo a Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face (ABCPF), a rinoplastia é um procedimento que exige o domínio de técnicas difíceis de serem executadas. Por isso, a experiência e o conhecimento do médico são fundamentais.

É ele que avalia se uma rinoplastia secundária é, de fato, necessária. E, caso seja, é ele que define as melhores técnicas para o sucesso da cirurgia, minimizando as chances de passar por outras intervenções.

Para facilitar a escolha desse profissional, vale a pena checar se o mesmo é membro da ABCPF. A entidade reúne especialistas em otorrinolaringologia dedicados a aprimorar as técnicas de cirurgias plásticas faciais, como a rinologia.

Assim, checar as afiliações do médico é tão, ou mais, importante do que conversar com outros pacientes que passaram por uma situação semelhante à sua. Um otorrinolaringologista com especialização em rinoplastia tem capacidade de oferecer um tratamento completo ao candidato à rinoplastia secundária, pois corrige tanto problemas funcionais como estéticos. Para isso, combina abordagens reparadoras e estéticas na mesma cirurgia, de modo a alcançar o melhor resultado possível!

Se você estiver em Florianópolis ou em regiões próximas, agende uma consulta com o Dr. Zanini por e-mail ou WhatsApp. Conversar com um especialista é a melhor forma de avaliar a necessidade de fazer, ou não, uma nova rinoplastia!

Material escrito por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Médico formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1999, fez sua especialização em Otorrinolaringologia pelo Hospital da Lagoa no Rio de Janeiro/RJ e Mestrado pela Santa de Misericórdia de São Paulo.

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