Sinais de que você precisa de uma rinoplastia revisional

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Por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Imagine fazer uma rinoplastia e não ficar contente com o resultado, estética e/ou funcionalmente? Ou no decorrer dos anos, sofrer alguma lesão ou infecção na região nasal que prejudique a intervenção original? Infelizmente, são riscos aos quais todos estão sujeitos. Ainda bem que existe a possibilidade de realizar os ajustes necessários com uma rinoplastia revisional.

Para saber quando esse tipo de procedimento é realmente necessário, bem como seus alcances e limitações, continue a leitura. Afinal, submeter-se a uma nova cirurgia no nariz requer ainda mais cuidados.

O que é a rinoplastia revisional?

A rinoplastia revisional, também chamada de rinoplastia secundária ou rinoplastia reparadora, é um dos 5 principais tipos de cirurgias plásticas no nariz. Geralmente, ela é realizada por via aberta, por meio de uma incisão na columela (área entre as narinas).

Ainda que não se possa ser considerada uma técnica corriqueira, a intervenção revisional é uma possibilidade aceita pelas sociedades médicas. Em suas diretrizes, a Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face (ABCPF) prevê a necessidade de se realizar mais de uma intervenção para chegar ao resultado pretendido.

Mas isso só pode ser definido passado o pós-operatório tardio (entre o primeiro e o segundo ano pós-cirurgia). Essa espera é fundamental, considerando que os resultados da cirurgia anterior, em relação à forma e função, não são imediatos.

A cirurgia de revisão é mais simples ou complexa?

Depende do que levou à necessidade da nova intervenção. Fato é que 5% dos pacientes submetidos a uma rinoplastia têm que fazer algum procedimento secundário.

Geralmente, a rinoplastia revisional é uma cirurgia de menor complexidade. Muitas vezes, ela pode ser realizada como procedimento ambulatorial ou hospitalar com anestesia local, como no caso de uma cirurgia revisional para correção de cicatriz hipertrófica.

Em outros casos, a nova operação pode ser mais complexa. Dependendo do que as estruturas nasais passaram, podem existir muitos tecidos fibrosos e poucos apropriados para realizar a nova correção.

Por vezes, é preciso extrair esses tecidos das costelas ou orelhas e implantá-los no nariz. Ou, ainda, recorrer a enxertos de gordura aplicados com injeções.

Quando o procedimento secundário é indicado?

Diversos fatores podem levar à necessidade de uma cirurgia de retoque no nariz. No entanto, isso não significa má execução da intervenção inicial — ainda que, raramente, possa haver imperícia no emprego das técnicas.

Para determinar a real necessidade de uma rinoplastia secundária, é preciso uma avaliação médica individualizada. Entretanto, alguns sinais são considerados bons indicativos, tais como:

  • mudanças na aparência do nariz, decorrentes de um trauma na área, como um acidente de trânsito, uma queda com lesão facial, agressão física, etc;

  • impacto do envelhecimento, que pode deixar a ponta do nariz mais caída do que o desejado;

  • intercorrências no pós-operatório, por descuidos do paciente, levando à formação de cicatrizes hipertróficas;

  • insatisfação para com o resultado da primeira cirurgia (por conta de assimetrias, desproporcionalidade em relação ao restante da face, ponta muito fina e arrebitada, distúrbios na função nasal, etc).

Além desses casos, pacientes que, porventura, tiveram que realizar sua primeira cirurgia no nariz antes dos 17 anos têm maiores chances de precisar de uma intervenção reparadora. Isso porque, até essa idade as estruturas ósseas da face ainda não estão completamente formadas, podendo se alterar.

O que a cirurgia pode “revisar” e quais são suas limitações?

Do ponto de vista funcional, a rinoplastia revisional pode resolver problemas ligados à redução na capacidade respiratória. Além de impactar na qualidade de vida, respirar melhor é fundamental para prevenir distúrbios de saúde decorrentes de distúrbios do sono.

Do ponto de vista estético, a cirurgia reparadora tem o papel de lapidar formatos que não corresponderam às expectativas do médico e paciente. Afinal, o procedimento deve mudar sua vida para melhor!

Já as limitações são difíceis de prever. Além da capacitação e destreza do médico, outros fatores podem interferir no resultado, tais como:

  • o tipo de pele (mais grossa, fina ou normal);

  • a dimensão das cicatrizes preexistentes;

  • a capacidade respiratória do paciente; entre outros.

Como posso saber se preciso mesmo de uma cirurgia reparadora?

É normal se questionar se, de fato, necessita-se de uma rinoplastia secundária. Nessa hora, nada melhor do que ter uma conversa franca com um bom profissional. O otorrinolaringologista com especialização em cirurgia plástica facial pode orientar em relação às expectativas e implicações desse tipo de procedimento.

Assim, o paciente que deseja fazer uma rinoplastia revisional precisa ter paciência, equilíbrio emocional e ser bem orientado. No mais, uma boa avaliação pré-operatória e um planejamento operatório e pós-operatório adequados são essenciais para o sucesso do novo procedimento.

Esperamos que o artigo tenha sido útil. Caso deseje agendar uma consulta, em Florianópolis, para fazer uma avaliação individual com o Dr. Zanini, entre em contato.

Material escrito por: Dr. Fábio Zanini - CRM/SC 8373 | RQE 3904

Médico formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1999, fez sua especialização em Otorrinolaringologia pelo Hospital da Lagoa no Rio de Janeiro/RJ e Mestrado pela Santa de Misericórdia de São Paulo.

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